O vento ocupando
a cadeira onde ninguém mais se sentou.
O vento bebendo
dos copos na mesa vazios
O vento brincando
com os guardanapos de papel amachucados,
O vento fazendo-os
rodopiar no ar e no chão
O vento varrendo
para longe os restos, as migalhas
O vento
assobiando para o ar
O vento soprando,
agitado
e na cadeira
tombando,
furiosamente
embriagado!
Catarina Cabral